A obra de restauração e a causa das divisões
Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti. O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos (Ap 3:3, 5)
Mt 13:44; Rm 8:17-19, 29-30; Cl 1:28; 2 Tm 3:17; Ap 3:1-6
Mt 13:44; Rm 8:17-19, 29-30; Cl 1:28; 2 Tm 3:17; Ap 3:1-6
Em 1517, ele publicou 95 teses, nas quais protestava contra as doutrinas e práticas da igreja católica e propunha uma reforma no catolicismo. Essa foi sua tentativa de promover uma restauração naquele meio, em virtude das revelações que recebera em seus estudos da Palavra, principalmente de que a justificação do homem é pela fé em Cristo. Alguns anos depois, Lutero também publicou a primeira tradução da Bíblia em alemão, antes exclusivamente em latim, tornando-a um livro acessível. Após isso, várias traduções da Bíblia foram feitas para diversas línguas. Graças ao Senhor!
De fato, Deus desejava tornar Sua Palavra acessível a todos os homens e restaurar Sua igreja. Contudo, à medida que tinham acesso às traduções, vários grupos cristãos foram surgindo e se dividindo segundo suas próprias conveniências e interpretações da Bíblia. Isso deu origem às igrejas estatais e às várias denominações cristãs.
Esse período histórico é profetizado em Apocalipse 3:1-6, referindo-se à igreja em Sardes, cujo nome significa restauração. Embora tivesse esse nome, Sardes não conseguiu completar a obra de restauração, pois em vez de promover a Fé e a unidade no nome e na Palavra do Senhor, os grandes mestres da Bíblia limitaram-se ao mero estudo das doutrinas e interpretações bíblicas.
Não é sem razão que ela foi assim advertida: “Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto [...] porque não tenho achado íntegras as tuas obras diante da presença do meu Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te” (Ap 3:1b, 2b-3a).
Aqui vemos a ligação da igreja em Sardes com a parábola do tesouro escondido (Mt 13:44). Os cristãos daquela época descobriram o campo, mas em vez de distribuir as riquezas de seu tesouro, deixaram-no oculto. Em outras palavras, a Bíblia foi descoberta, mas não usaram suas riquezas de modo apropriado para completar a obra de restauração.
Por não terem guardado o nome do Senhor e praticado Sua palavra, um número cada vez maior de divisões ocorreu entre os filhos de Deus. Alguns se apegaram às doutrinas, aos detalhes da letra, mas sem muita preocupação com a prática das verdades. Outros, indo contra a situação morta que o mero estudo da letra produziu, buscaram o caminho das manifestações exteriores do Espírito Santo para serem mais avivados. O problema com estes foi que, ao enfatizar as manifestações exteriores do Espírito Santo, deixaram de ver a verdadeira obra que o Espírito quer fazer no homem: transformar sua alma e conformá-lo a imagem de Cristo, tornando-o um filho maduro para reinar com Ele (Rm 8:17-19, 29-30; Cl 1:28; 2 Tm 3:17). Muitos grupos livres surgiram a partir dessas divisões, sem, contudo, completar a obra que Deus determinou para Sua igreja.
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